Checklist de auditoria do PGR: 20 erros que derrubam o documento na fiscalização

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é o documento central do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) previsto na NR-01. É o primeiro documento que o auditor-fiscal pede e o primeiro que o perito lê em uma ação trabalhista. Ainda assim, muitos PGRs têm falhas que os tornam frágeis na fiscalização e no tribunal. Reunimos os erros mais comuns, agrupados em cinco blocos.
Bloco 1: estrutura e responsabilidades
- PGR sem inventário de riscos ou sem plano de ação. A NR-01 exige os dois. Um documento só descritivo não é PGR.
- Documento de “modelo” sem visita técnica. Riscos genéricos, copiados de outra empresa do mesmo ramo, não refletem o ambiente real.
- Sem data, sem assinatura ou sem identificação de quem elaborou. O documento precisa ser datado e assinado, e as revisões precisam ser rastreáveis.
- Estabelecimentos misturados. Cada estabelecimento precisa ter seus perigos e riscos identificados; o PGR da matriz não cobre automaticamente a filial.
Bloco 2: identificação de perigos
- Grupos homogêneos (GHE) mal definidos, reunindo funções com exposições diferentes.
- Riscos ergonômicos ignorados ou listados sem a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) da NR-17.
- Fatores psicossociais ausentes. A NR-01 trata dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no GRO. A suspensão temporária de multas pelo STF (ADPF 1.316) não suspende a obrigação de gerenciá-los.
- Atividades não rotineiras esquecidas: manutenção, limpeza de equipamentos, trabalho em altura eventual, terceirizados.
Bloco 3: avaliação de riscos
- Classificação de risco sem critério declarado. O PGR deve explicar como define severidade e probabilidade.
- Agentes físicos e químicos sem avaliação quando a exposição exige medição para saber se há controle suficiente.
- Medições antigas ou de outro processo produtivo, que já não representam a realidade.
- EPI tratado como única medida, sem análise de medidas coletivas e administrativas.
Bloco 4: plano de ação
- Ações sem responsável e sem prazo.
- Ações genéricas, como “melhorar a segurança”, que não podem ser verificadas.
- Nenhum registro de acompanhamento da implementação e da eficácia das medidas.
- Plano de ação que não conversa com o inventário: riscos altos sem ação correspondente.
Bloco 5: coerência com os outros documentos
- PGR e LTCAT dizendo coisas diferentes sobre o mesmo agente.
- Evento S-2240 do eSocial divergente do PGR, o que contamina o PPP eletrônico.
- PCMSO que não acompanha os riscos do PGR, com exames que não correspondem às exposições.
- Revisão fora do prazo ou não feita após mudanças em processos, máquinas, layout ou após acidentes.
Como usar esta lista
Se o seu PGR tem três ou mais desses pontos, vale uma revisão antes que a fiscalização ou um perito a façam por você. Para facilitar, transformamos estes itens em um checklist com campo de evidência, responsável e prazo: baixe grátis o Checklist de Auditoria do PGR – 20 erros que derrubam o documento.
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