Como centralizar exames e PCMSO de empresas com filiais em vários estados

Quando a empresa tem unidades em várias cidades ou estados, a medicina ocupacional costuma virar uma colcha de retalhos: uma clínica diferente em cada lugar, PCMSOs que não conversam entre si, ASOs em formatos distintos e o DP correndo atrás de prazos do eSocial. O resultado é custo maior, retrabalho e risco de autuação. Veja como centralizar a gestão sem perder o atendimento perto do colaborador.
Por que a descentralização custa caro
- Prazos perdidos: o evento S-2220 (monitoramento da saúde do trabalhador) deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte ao exame. Com vários fornecedores, o DP depende de cada clínica para receber o ASO a tempo.
- Exames errados ou faltando: se cada clínica segue um PCMSO diferente, o mesmo cargo pode fazer exames diferentes em cada unidade, ou deixar de fazer exames exigidos pelos riscos do PGR.
- Informação espalhada: sem uma base única, é difícil saber quem está com o periódico vencido, quais são os afastamentos e quais funções concentram problemas de saúde.
- Inconsistência no PPP: o PPP eletrônico é montado a partir dos eventos do eSocial. Dados divergentes entre unidades geram divergências no histórico do trabalhador.
O que a NR-07 exige
O PCMSO deve ser elaborado a partir dos riscos identificados no PGR de cada organização e ter um médico responsável. Ele define os exames por função, a periodicidade e as condutas. Os exames clínicos (admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de risco ocupacional e demissional) geram o ASO, e o médico responsável elabora anualmente o relatório analítico do programa.
Ou seja: o que precisa ser único é o critério técnico. O local onde o exame é feito pode e deve estar perto do colaborador.
Modelo de centralização em 5 passos
- Um PCMSO coerente com o PGR de cada estabelecimento, com a mesma lógica de exames para funções e riscos equivalentes em todas as unidades.
- Uma rede credenciada única, com clínicas, laboratórios e especialistas avaliados por capacidade técnica e cobertura geográfica, em vez de contratos isolados por cidade.
- Um só canal de agendamento para o RH de todas as unidades, com confirmação e acompanhamento do comparecimento.
- Auditoria do ASO antes do envio: dados do trabalhador, exames realizados conforme o PCMSO, assinatura e CRM do médico. Só depois o S-2220 é transmitido.
- Painel de vencimentos e indicadores: periódicos a vencer, pendências, absenteísmo e afastamentos, por unidade e por função.
Perguntas para fazer ao seu fornecedor atual
- Quantas cidades onde temos colaboradores vocês atendem com clínica própria ou credenciada?
- Quem audita o ASO emitido pela clínica parceira antes do envio ao eSocial?
- Em quanto tempo o ASO chega ao nosso DP depois do exame?
- Consigo ver, em um só lugar, os vencimentos de todas as unidades?
- O PCMSO de cada unidade foi feito a partir do PGR daquela unidade?
Como a OHS Consult faz
A OHS Consult atua como integradora nacional de Saúde e Segurança Ocupacional: coordenamos uma rede credenciada de mais de 2.000 clínicas, laboratórios e especialistas em 27 unidades federativas, com um único padrão técnico e as informações centralizadas no sistema SOC. O RH tem um só contato para todas as unidades, e os indicadores ficam disponíveis na Área do Cliente.
Cote exames e PCMSO para todas as suas unidades ou veja como funciona a nossa Medicina Ocupacional.
Quer conferir os prazos de cada evento? Baixe grátis a Tabela de Prazos e Multas dos Eventos de SST no eSocial.
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